Psy

"Só algumas pessoas escolhidas pela fatalidade do acaso provaram da liberdade esquiva e delicada da vida" "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar" "Clarice Lispector"

4.11.07

Convite



V
em...
Bebe comigo este vinho que cintila como um diante, e mais ainda.
E demos de beber ao narciso falador, pois, ébrio, não nos reconhecerá, nem verá o que faremos, e amanhã nada poderá contar sobre nós...

Vem...
Desfrutemos os prazeres enquanto houver prazeres e antes que a vida nos prove do desejo.
Se a aurora não nos acordar, nada nos acordará: nem riquezas, nem saber.

Vem...
Libertemos nossas almas dos preconceitos.
Vê a flor espalhar seu perfume no vale, ouve o pássaro no espaço cantar sua canção.
Quem repreendeu a flor?
Quem condenou o pássaro?

Quantas vezes obedecemos aos homens e desobedecemos ao criador do homens!

Deus quis que amemos quando criou o amor, e depositou a paixão em ti quando a depositou em mim.
Sua vontade é sempre justificada.
Que culpa, pois, tens se amas?
Que culpa tenho se amo?

Deixa os censores e os moralistas repetirem suas mentiras e tolices.
Pode o córrego cantar, e a flor, perfumar, e os pássaros, se acasalar, e não pode o coração – ele que é o coração – embriagar-se e amar?


Ilia Abu-Madi



Imagens da net


2 Comments:

Blogger Fragmentos Culturais diz...

O poema que publicaste é simplesmente belo!
A vida... a verdadeira, tal como foi 'criada', sem 'espartilho' do Homem, é mesmo assim... solta e linda como as asas de uma borboleta!

E amor... o verdadeiro , deveria ser assim vivenciado!
Poeta árabe?

Sensibilizada pelo olhar poisado em 'fragmentos'!
Um beijo

P.S. Houve um tempo que apreciava 'Dido' pelas lembranças que me trazia...

8:08 PM  
Anonymous Anônimo diz...

PARABENS QUE DEUS CONTINUE ILUMINANDO SUA ALMA, PARE QUE VC CRIE E RECRIE SEMPRE ESTAS MARAVILHAS DE MENSAGENS VALEU /WENDER

10:53 PM  

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No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido. "Oví­dio"