Psy

"Só algumas pessoas escolhidas pela fatalidade do acaso provaram da liberdade esquiva e delicada da vida" "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar" "Clarice Lispector"

9.3.07



III. A forma real das coisas




1. Desde que tudo no mundo é causado pelo concurso das causas e condições, não poderá haver nenhuma distinção básica entre as coisas. As aparentes distinções são criadas pelos absurdos e discriminadores pensamentos dos homens.

No firmamento não há distinção entre o leste e o oeste; os homens criaram, em suas mentes, esta distinção e a julgam como verdadeira.

Os números matemáticos, de um ao infinito, são números completos, e nenhum deles guarda em si qualquer distinção de quantidade; mas, para atender a própria conveniência, os homens fazem discriminações e atribuem a cada um dos números uma característica quantitativa.

No universal processo da criação não há, inerentemente, distinções entre o processo da vida e o da extinção, mas os homens fazem uma distinção, chamando a um nascimento e a outro de morte. Paralelamente, não havendo nenhuma discriminação entre o certo e o errado nos atos, os homens fazem uma distinção, para atender a sua tola conveniência.

Buda se afasta destas discriminações e considera o mundo como uma nuvem passageira. Para Buda toda coisa definitiva é mera ilusão; Ele sabe que tudo aquilo ao qual a mente se apega e despreza é sem substância; assim ele evita as ciladas das aparências e os pensamentos discriminadores.

Siddharta Gautama



2 Comments:

Anonymous Timepoet diz...

Olá...
Sem palavras para descrever este tema, as imagens são do "best", você tem animado e muito este seu cantinho.
Um beijo enorme com esse sol de fundo. Força ... Saudades é pouco em relação a uma eternidade de sentimentos...

7:46 PM  
Blogger Psy diz...

De fato, o que pensamos é infinito... o que sentimos é indizível!
Beijo grande

9:24 AM  

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido. "Oví­dio"