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"Só algumas pessoas escolhidas pela fatalidade do acaso provaram da liberdade esquiva e delicada da vida" "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar" "Clarice Lispector"

22.7.06

História

ouvindo





Era um moinho sem vento,
uma palmeira sem chão,
estrela sem firmamento,
tristeza sem solidão.

(Queria agarrar o tempo,
vê-lo na palma da mão.
Ir ao contrário volvendo-o,
fechá-lo no seu galpão.
Depois soltá-lo em silêncio,
segui-lo na direção
que a vida com seus inventos
perdeu em libertação.)


imagem: Antonio J.

Deu o vento no moinho,
teve a palmeira seu chão,
teve a estrela o seu caminho
e a tristeza, a solidão.

(Tentou gritar que era tarde,
que a vida perdia em vão.
Veio um anjo de alvaiade,
cantou-lhe alguma canção.
Depois olhou-o espantado,
jogou as asas no chão,
tirou a rosa dos lábios
e pôs-lhe o tempo na mão.)
Gilberto Mendonça Teles - Publicado no livro Sintaxe invisível (1967)

imagem: Andrei Gurge

2 Comments:

Blogger lua_AZUL59 diz...

Olá!!...
É sempre um prazer para os SENTIDOS...
passar neste CAMINHO...

Bonito é Você ser Você!!!...
...sempre!!!!!

Beijos

da amiga

Lua Azul

3:10 PM  
Anonymous Anônimo diz...

Hi! Just want to say what a nice site. Bye, see you soon.
»

11:22 PM  

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No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido. "Oví­dio"