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"Só algumas pessoas escolhidas pela fatalidade do acaso provaram da liberdade esquiva e delicada da vida" "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar" "Clarice Lispector"

24.7.06

Julgamento Rigoroso


imagem AD

Atrás da infelicidade e dos vários distúrbios emocionais existe uma auto desvalorização, uma baixa estima.

A consciência do valor de cada um de nós como pessoa humana é à base da construtividade, da produtividade e do crescimento.
Por outro lado vivemos numa sociedade que se caracteriza pela competição e hostilidade nas relações. E o instrumento fundamental do exercício competitivo é a crítica.
Somos criticados constantemente e também criticamos as outras pessoas. Em nome da ajuda, temos um certo prazer em apontar os pontos fracos das outras pessoas e permitimos que os outros façam o mesmo.
Julgamos excessivamente e somos julgados em todos os lugares onde nos encontramos.

Existem dois tipos de crítica: a construtiva e a destrutiva. Ao contrário, porém, do que pensa a maioria, a construtividade ou destrutividade do julgamento depende de quem recebe a crítica e não do julgador.
Se, ao sermos criticados, refletimos no que foi dito, aprendemos e crescemos e a ação hostil dos que nos puxam para baixo transforma-se em aliada e ganhamos com isso.
Se, ao contrário, recebemos as palavras malevolentes reativamente, se duvidamos do nosso valor humano apenas pelo fato de sermos apontados em erros, então a crítica se tornou destrutiva.

Certa vez um Mestre foi procurado por um jovem que se sentia fraco, inseguro, sem valor e que lhe perguntou o que poderia fazer para ser mais valorizado pelas outras pessoas.
Só poderei ajudá-lo, disse o mestre, depois que você me ajudar a resolver um problema.
O Mestre tirou do dedo um anel que usava e pediu ao jovem que fosse ao mercado e tentasse vender o anel para que ele pudesse pagar uma dívida.
Procure obter o máximo por esse anel, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. O jovem partiu com o anel.
Chegando ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.
Todos riam ao ouvir o que o rapaz desejava pelo anel. Um velhinho que assistia à tentativa de o jovem vender o anel tentou ajudá-lo, explicando lhe que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar o anel.
Desanimado, o rapaz retornou ao Mestre e lhe disse ser impossível vender a jóia pelo preço pretendido.

–Precisamos primeiramente saber o valor real do anel, respondeu o Mestre. Vá a um joalheiro e peça-lhe uma avaliação.
Diga-lhe que você quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá por ele. Qualquer que seja, porém , o que lhe ofereça não o venda.Volte com o anel.

O moço foi ao joalheiro, que, após examinar o anel com uma lupa disse:

-Diga ao seu Mestre que não posso oferecer mais que 80 moedas de ouro. O jovem ficou estupefato e saiu correndo emocionado para contar ao Mestre o que ocorreu.
– “Você é como este anel, disse o Mestre, valioso e único. Você só deve aceitar uma avaliação de quem entende de pessoa humana.
Vivemos por todos os mercados do mundo pretendendo que pessoas ignorantes nos valorizem.”

Infelizmente, permitimos e até pedimos que as pessoas nos julguem e assim nós nos distanciamos do nosso verdadeiro valor.
Nossa auto-estima vai diminuindo, a medida que as críticas diretas ou indiretas nos atingem.
Somos imperfeitos, temos nossos defeitos, mas isso não invalida nossa riqueza enquanto seres em desenvolvimento.
Da próxima vez que alguém tentar nos jogar para baixo, deixemos essa informação temporariamente de lado e pensemos em algum fato ou algum momento em que fomos positivos.
Só o fato de existirmos e estarmos onde estamos já é suficiente para nos provar o nosso valor.

Como dizia Santo Agostinho: “Não somos maiores quando nos elogiam e nem menores quando nos criticam”.
>Antônio Roberto<


imagem Teodora Maftei

Entendo como crítica construtiva aquela que é "falada" a própria pessoa e não para os outros, caso contrário, deixa de ser "crítica" e vira "fofoca".
Precisa ser desprovida de emoção, ter o propósito de auxiliar e não de mal dizer o outro.
A crítica quando ressalta as falhas sem conhecimento de causa e "auto-exemplo", movida pelo mórbido prazer de intimidar ou subestimar, deixa de ser crítica e passar a ser antipatia, inveja e despeito.
Em resumo, creio que, talvez até de forma inconsciente, o que vemos nos outros que nos incomoda ou agrada pode ser:
* o que somos e não gostamos de ser;
* o que não somos e gostaríamos muito de ser.
>Secret´s< ouvindo

1 Comments:

Anonymous Anônimo diz...

Very pretty design! Keep up the good work. Thanks.
»

3:58 AM  

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No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido. "Oví­dio"