Psy

"Só algumas pessoas escolhidas pela fatalidade do acaso provaram da liberdade esquiva e delicada da vida" "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar" "Clarice Lispector"

29.1.08


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Entendemos Tão Pouco
Lenda Judaica.





Era uma vez dois irmãos que passaram a vida inteira na cidade e nunca haviam visto um campo ou um pasto. Decidiram-se, um dia, a fazer uma viagem para o interior. Enquanto caminhavam, observaram um fazendeiro arando a terra e ficaram intrigados com o que estava fazendo aquele homem.

E pensaram consigo mesmos: "Que tipo de comportamento é esse? Esse sujeito fica o dia inteiro marchando para frente e para trás, escavando sulcos profundos na terra. Por que alguém iria destruir uma campina tão bonita assim?"

À tardinha, tornaram a passar pelo mesmo local e viram o fazendeiro colocando as sementes nos regos.

Desta feita, pensaram: "O que estará fazendo ? Deve ser louco. Está jogando tribo bom dentro desses valões!"

- O campo não é lugar para mim. As pessoas agem com se fossem malucas. Vou voltar para casa - disse um dos irmãos. E retornou para a
cidade.

Mas o outro ficou e poucas depois verificou uma mudança maravilhosa. Os pés de trigo começaram a brotar, recobrindo os campos com um verdor que nunca fora capaz de imaginar. Tratou de escrever para o irmão a fim de que viesse ver aquele crescimento milagroso.

E o irmão voltou da cidade, ficando também maravilhado com as mudanças.
Passado alguns dias, o verde dos brotos foi dando lugar ao dourado dos trigais.
Só então compreenderam a razão do trabalho do fazendeiro.

O trigo amadureceu completamente e o fazendeiro trouxe a foice e começou a ceifá-lo. O irmão que havia retornado à cidade não acreditou.
- O que estará esse imbecil fazendo agora? Trabalhou o verão inteiro para cultivar esse lindo trigal e agora o está destruindo com as próprias mãos! Não passa mesmo de um doido varrido! Para mim já chega. Vou voltara para a cidade.

Mas o outro tinha mais paciência. Ficou no campo e assistiu o trabalho de colheita, quando o fazendeiro levou o trigo para o celeiro. Observou o esmero com que ele separou o joio e o cuidado ao armazenar o resto. E ficou estupefato ao constatar que a semeadura de um saco de trigo permitiu a colheita de todo um trigal. Só então compreendeu que havia uma razão por trás de cada ato do fazendeiro.


E percebeu:
- É assim que são as coisas com os trabalhos divinos. Nós mortais enxergamos apenas o início do plano de Deus. Não somos capazes de compreender todo o propósito e objetivo final de Sua criação. Portanto, precisamos ter fé em sua sabedoria.

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No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido. "Oví­dio"